Política: A CONTA NÃO BATE

14/06/2016

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Eleição direta é considerada nosso maior patrimônio democrático, porque é neste momento que a democracia reina de forma suprema seguindo a decisão da maioria, onde o escolhido é apontado como a melhor opção naquela circunstância.

Seguindo a lógica de que o resultado de tais escolhas atenderão o interesse da maioria, “E O POVO É A MAIORIA”, vejo que o tempo está mudando essa lógica, principalmente em cidades pequenas de aproximadamente 30.000 habitantes para menos, onde essa democracia está ameaçada ao ponto de dizer que: “A MAIORIA NEM SEMPRE ESTÁ CERTA”.

Vejamos bem. Isso vem acontecendo graças as expressões que servem de campanhas publicitárias eleitorais aos políticos que dificilmente almejam o melhor para a população. Falo de frases como: “Fulano é melhor, porquê tem estrutura, tem dinheiro”, “Marrapá, só voto se me pagar ou no compromisso” e outras tantas.

Nessas condições imagino que eleitores com essa filosofia de voto, não estão preparados para nos representar com seus votos e, nessas circunstâncias, referidos votos, não representam a democracia suprema. Mas representa o que então? Particularmente me recuso a dizer para evitar polêmica.

Quando acontece tal modelo de manifestação política, que de já reitero, é uma parte pequena mais importante da população que infelizmente não estão pensando na verdadeira função, obrigações do político ou o que nos aguardará para uma gestão futura eleita por esse modelo.

Calculando: Imaginamos hipoteticamente que alguém na condição de trabalhador comum resolva fazer parte da corrupção e vender seu voto por R$ 200,00 reais, usando como base, as frase citadas acima. Aí o político em questão atende a proposta do eleitor ou até mesmo lança uma proposta dessa natureza com valores aproximados e ganha as eleições. Por ter pago pelo voto, tenho certeza que o objetivo MASTER do mandato do político em questão é tirar o que chamo de “investimento”, se for de um milhão, é recuperar esse recurso, é pelo menos R$1.000.000,00 + juros a menos nos cofres públicos que serviriam para aplicar em muitos segmentos públicos como: Saúde, Educação, Segurança, Agricultura, etc. Sem contar no direito perdido. Junto ao voto comprado vai a essência da democrática.

Dessa forma, A CONTA NÃO BATE, nunca!. Ou NÃO VENDEMOS o voto e exigimos uma prestação de serviço público de qualidade, ou VENDEMOS o voto e deixamos a sorte decidir os rumos da cidade.

(*) Vicente Bastos Pereira, professor da rede pública de ensino. Formação acadêmica: Licenciatura em Matemática – UEMA. Página do Facebook: (CLIQUE AQUI)

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